O líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, acusa o Executivo angolano de privilegiar a dívida em vez da educação, saúde e produção no país. O dirigente é contra o facto de Angola continuar dependente de um modelo económico excessivamente assente no petróleo, na dívida pública e na concentração de recursos nas mãos do Estado.
Neste âmbito, Costa Júnior defende a implementação de reformas estruturais que promovam um desenvolvimento sustentável e inclusivo.
As declarações foram feitas na quarta-feira, 17 de junho, durante a apresentação de um diagnóstico económico e social. Para o político, os problemas de Angola são principalmente estruturais e resultam da forma como as instituições funcionam, da organização do poder económico e dos incentivos existentes.
De acordo com a mesma fonte, o país vive uma situação de “estabilização sem transformação”, na qual alguns indicadores macroeconómicos melhoram, mas sem impactos significativos na diversificação económica, na criação de emprego e na diminuição das desigualdades sociais.
