O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, partilhou que o partido tem sido alvo nas redes sociais “de uma campanha dirigida” que tenta “vender a ideia” de que a organização política foi comprada.
“Não fomos e não seremos comprados, nunca”, garantiu na cerimónia de cumprimentos de ano novo, que contou com a presença de membros do corpo diplomático, dirigentes e membros da UNITA, além de convidados de outros partidos políticos, organizações da sociedade civil e entidades religiosas.
Ainda segundo o dirigente, a formação política vai apresentar ao país a proposta de um Pacto de Transição. Este não significa “um instrumento de rutura”, mas “uma proposta patriótica de estabilidade”.
“Não é um mecanismo de exclusão. Não é uma ameaça à ordem constitucional. Não adia eleições, nem negoceia interesses. É, pelo contrário, um compromisso com o Direito, com a estabilidade pós-eleitoral. Uma garantia de harmonia capaz de expurgar os medos”, esclareceu.
Costa Júnior disse que o partido quer propor “um entendimento nacional mínimo que assegure” a transparência e credibilidade do processo eleitoral de 2027, além de reformas institucionais consensuais que reforcem a separação de poderes, garantias de neutralidade da administração pública e um compromisso com a paz social e com a estabilidade económica durante o período eleitoral e pós-eleitoral.
