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Angola disponibiliza mais de 24 mil doses de vacinas para campanha nacional

O Ministério da Saúde de Angola disponibilizou mais de 24 mil doses de vacinas contra a poliomielite, o sarampo, a rubéola e a febre amarela para a Campanha Nacional de Vacinação, que decorre de 23 a 27 de Outubro. A iniciativa foi lançada na sexta-feira, em Luanda, pela vice-presidente da República, Esperança da Costa, numa cerimónia que contou com a presença da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, e de representantes das Nações Unidas.

Durante o lançamento, Sílvia Lutucuta destacou os investimentos do Executivo angolano na imunização, sublinhando que o calendário nacional de vacinação passou de cinco vacinas, em 1979, para 13, em 2016. A ministra salientou igualmente o reforço das infra-estruturas de conservação e distribuição, com o aumento do número de unidades sanitárias equipadas com cadeia de frio de 1.508 para 2.244, bem como a instalação de mais de 550 equipamentos solares para assegurar a conservação das vacinas, incluindo nas zonas mais remotas do país.

A governante garantiu que o Ministério da Saúde vai assegurar a coordenação técnica e a supervisão das actividades durante a campanha, com o objectivo de cumprir as metas estabelecidas para cada município. Defendeu ainda a continuidade da vacinação de rotina nas unidades sanitárias, considerando que as campanhas extraordinárias devem ser complementadas por uma cobertura vacinal elevada e regular, de modo a prevenir surtos de doenças evitáveis e garantir que todas as crianças tenham acesso à imunização, independentemente da região onde vivem.

Por sua vez, a representante das Nações Unidas em Angola, Amanda Khozi Mukwashi, felicitou o Governo pela iniciativa e apelou à continuidade dos investimentos na saúde infantil e na disponibilidade de vacinas nos centros de saúde. O lançamento da campanha acontece na véspera do Dia Mundial de Luta contra a Poliomielite, assinalado a 24 de Outubro. Segundo Sílvia Lutucuta, os casos desta doença diminuíram mais de 99% a nível mundial desde 1988, tendo a Região Africana sido declarada livre do poliovírus selvagem em 2020.

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