Um investigador do CEDESA considera que a economia angolana continua travada por bloqueios estruturais que dificultam reformas e limitam o crescimento.
Aponta problemas como baixa produtividade agrícola, fraca logística, burocracia complexa, custos elevados de financiamento e um ambiente de negócios ainda marcado por incerteza e falta de transparência.
O estudo destaca ainda o dualismo da economia: um setor petrolífero dominante, mas em declínio, e um setor não petrolífero que não consegue assumir o papel de motor de crescimento devido à fragilidade do setor privado.
Segundo o investigador, a proximidade das eleições de 2027 aumenta a incerteza e condiciona o investimento, agravando a situação económica.
Conclui que, sem reformas profundas e maior capacidade institucional, Angola poderá manter um ciclo de crescimento fraco e vulnerabilidade estrutural.
