O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás de Angola, Diamantino Azevedo, defendeu a eliminação gradual das subvenções aos combustíveis, alertando para os impactos financeiros deste apoio generalizado. A proposta inclui a manutenção da subvenção apenas para setores essenciais, como a educação e a segurança interna, e a criação de medidas compensatórias para as populações mais vulneráveis.
Em declarações feitas à margem da abertura de um curso de especialização em Direito Mineiro, na Universidade Católica de Angola, o governante explicou que a Sonangol acumula dívidas superiores a 7 mil milhões de dólares devido aos custos elevados com a importação de combustíveis.
Por outro lado, sublinhou que, só em 2024, os subsídios representaram um encargo de 3 mil milhões de dólares para o Estado, abrangendo tanto os que precisam como os que não precisam.
Diamantino Azevedo alertou ainda que Angola é um dos países africanos com os preços mais baixos de gasóleo, o que favorece o contrabando para países vizinhos onde o combustível é mais caro.
Nesse sentido, defendeu uma subvenção mais justa e direcionada, com o reforço dos transportes públicos como medida essencial para mitigar o impacto social da retirada dos apoios.
Sobre o setor mineiro, o ministro sublinhou a importância de um quadro legal próprio que permita desenvolver a atividade de forma sustentável e em benefício direto do povo angolano.
