A National Geographic pretende realizar, em 2027, uma cimeira internacional em Luanda, no âmbito do Projecto Vida Selvagem do Okavango, para debater o papel central de Angola no fornecimento de água ao continente africano. O anúncio foi feito esta quinta-feira, 11 de setembro, por Steve Boyes, explorador da National Geographic e líder do projeto, após uma audiência com a Vice-Presidente da República, Esperança da Costa.
Segundo Boyes, 72% das águas que alimentam os principais rios da região — como o Okavango, o Zambeze, o Kwanza e o Congo — têm origem em Angola, conhecida como a “torre d’água” do sul de África. Paralelamente, foi revelado que uma nova área de conservação em território angolano foi inscrita na Convenção RAMSAR, dedicada à proteção de zonas húmidas de importância global.
Os estudos conduzidos pela National Geographic em parceria com a Fundação Lisima identificaram 275 novas espécies animais, incluindo espécies endémicas e grupos de elefantes. A equipa produziu ainda um documentário de grande impacto visual, já em exibição em festivais internacionais, com estreia mundial prevista para março de 2026 em plataformas digitais.
Além da investigação científica, a iniciativa aposta no desenvolvimento comunitário, promovendo atividades como a produção de mel, o artesanato e a agricultura sustentável, bem como programas de apoio à saúde e à educação em várias províncias. O governo angolano reafirmou, através do Instituto Nacional da Biodiversidade, o compromisso de aumentar para 17% do território nacional as áreas de conservação ambiental, em linha com compromissos internacionais.
