Várias organizações da sociedade civil angolana alertaram para o impacto negativo da subida do preço do gasóleo, que passou de 300 para 400 kwanzas por litro (aproximadamente de 0,28€ para 0,37€), sublinhando que a medida penaliza especialmente os mais vulneráveis.
Num comunicado conjunto, as ONG Upangue, OMUNGA, Friends of Angola, FORDU e ALDA referem que esta é a segunda retirada de subsídios em pouco tempo e que, sem medidas de compensação eficazes, o custo de vida torna-se insustentável para grande parte da população.
O aumento dos combustíveis, dizem, eleva os custos dos transportes e da energia, com efeitos em áreas como saúde, educação e alimentação. As organizações defendem que a rentabilidade da Sonangol não deve ser feita à custa dos direitos sociais.
Recordam ainda promessas não cumpridas, como o reforço da refinaria de Luanda e a conclusão da do Lobito, que poderiam ajudar a estabilizar preços.
Com esta medida, em vigor desde 4 de julho, as tarifas de transporte coletivo também subiram: 300 kwanzas (0,28€) nos “candongueiros” e 200 (0,19€) nos autocarros urbanos.
O Governo estima poupar 400 mil milhões de kwanzas (cerca de 372 milhões de euros) por ano com a retirada dos subsídios, destinados a saúde, educação e infraestruturas.
