O general na reforma Higino Lopes Carneiro, pré-candidato à presidência do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), foi formalmente notificado de uma acusação do Ministério Público pelos crimes de peculato e branqueamento de capitais.
Esta notificação foi realizada pelos Serviços do Ministério Público junto da Câmara dos Crimes Comuns do Tribunal Supremo, no âmbito do processo-crime n.º 46/19, segundo anunciou a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo os elementos constantes do processo de investigação, os factos imputados ao antigo governante estão relacionados com o uso indevido de fundos públicos.
Estes desvios terão acontecido durante o período em que Carneiro exerceu as funções de governador e gestor de fundos da província do Cuando-Cubango. As verbas em questão deveriam ser aplicadas no desenvolvimento social e económico da referida região do país.
O processo segue os trâmites legais e constitucionais no Tribunal Supremo de Angola, onde serão apresentadas as respetivas defesas e analisadas as provas reunidas pela acusação.
