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Angola quase duplica número de instituições de ensino superior em dez anos

Angola passou de 64 instituições de ensino superior, em 2016, para 106 em 2026, contando actualmente com cerca de 352 mil estudantes e 11.947 docentes. Os dados foram apresentados pelo Presidente da República, João Lourenço, a 15 de outubro, durante o discurso sobre o Estado da Nação, na Assembleia Nacional, no qual destacou a expansão da rede universitária e o reforço da investigação científica.

A rede nacional integra 31 instituições públicas e 75 privadas, distribuídas por 18 das 21 províncias do país, com uma oferta de cerca de 1.300 cursos. Entre 2022 e 2026, o número de estudantes aumentou de 320.432 para 352.873, o que representa mais 32.441 alunos, correspondentes a um crescimento de 10,1%. Segundo João Lourenço, a expansão do sector tem sido acompanhada por medidas destinadas a melhorar a qualidade do ensino, modernizar as instituições e promover a inovação.

No âmbito do desenvolvimento das infra-estruturas, o Executivo concluiu e equipou instalações de institutos superiores politécnicos no Cuanza-Sul, na Catumbela e no Bengo, bem como edifícios da Universidade Lueji A’Nkonde, na Lunda-Norte. Estão ainda em curso obras na Universidade Rainha Njinga Mbande, em Malanje, na Universidade 11 de Novembro, em Cabinda, na Universidade Katyavala Bwila e no ISCED de Benguela, além da construção do Centro de Excelência para a Segurança Alimentar, Agricultura e Gestão dos Solos, no Huambo.

O Presidente destacou também os investimentos na ciência, tecnologia e inovação, incluindo a abertura do Centro de Ciência de Luanda, em janeiro de 2024, e a recente inauguração do Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda. Na formação académica, foram criados novos cursos de graduação, mestrado, doutoramento e especialização, com particular atenção às áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática. No domínio dos recursos humanos, foram promovidos 921 docentes, num universo de 1.103 candidaturas, enquanto a política de bolsas de estudo tem privilegiado a formação interna e a atribuição criteriosa de bolsas no estrangeiro, sobretudo para estudos pós-graduados.

Apesar dos progressos, João Lourenço reconheceu que o principal desafio consiste em transformar a expansão do ensino superior em melhores resultados ao nível da qualidade, da produção de conhecimento, da inovação e da empregabilidade. Para o ano académico de 2026/2027, o Executivo prevê concluir os projectos em curso, consolidar os investimentos realizados e avançar com novas infra-estruturas, com o objectivo de reforçar a qualidade do ensino e alargar a cobertura territorial do sistema.

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