A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) criticou o investimento de 316,8 milhões de dólares na criação do Palácio de Convenções de Luanda, que foi inaugurado pelo Presidente da República, João Lourenço, na segunda-feira, 24 de agosto.
O maior partido da oposição no país considera que a referida quantia deveria ter sido usada para construir escolas e hospitais, e que a obra em questão prova que o Executivo “não conhece Angola”.
O dirigente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, considera que o Executivo não conhece “a fome que aperta” nem “o desemprego que sufoca”, assim como a vontade de um povo que quer “trabalhar, produzir e viver com dignidade”.
“Não porque sejamos contra infraestruturas, mas porque sabemos que um país não se desenvolve com palácios vazios, desenvolve-se com fábricas a funcionar, campos a produzir e empresas a gerar riqueza”, explicou.
Costa Júnior acrescentou que se fosse o próprio a decidir como usar os 316,8 milhões de dólares, transformaria esse valor numa plataforma nacional de produção, conhecimento, emprego e desenvolvimento.
