A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) acusa o Presidente da República, João Lourenço, de continuar a ter uma preferência “exagerada” pela contratação simplificada.
O maior partido da oposição no país realça que esta situação acontece apesar de a lei privilegiar concursos abertos e impor que a medida adotada pelo Governo ocorra apenas em casos excepcionais, indica o “Novo Jornal”.
Segundo a UNITA, esta atitude é contrária ao combate à corrupção e favorece as empresas, promovendo o peculato, os monopólios e oligopólios ligados às “elites próximas” de João Lourenço. Como exemplo deu as denúncias públicas relacionadas com escândalos que envolvem o diretor de gabinete do chefe de Estado.
Estas acusações ocorrem na sequência da vontade de o Governo comprar 600 autocarros por 323,5 milhões de euros, valendo 500 mil euros cada. O valor é considerado exagerado, principalmente tendo em conta o contexto socioeconómico do país.
