A privatização de cerca de 30% do Banco de Fomento Angola (BFA) terá início em Setembro, no âmbito do Programa de Privatizações (PROPRIV) 2023-2026.
A operação, considerada a maior alguma vez realizada em bolsa desde a criação da Bodiva, decorrerá ao longo do mês, permitindo a participação de investidores institucionais e particulares interessados em adquirir acções. O anúncio foi feito pelo presidente do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), Álvaro Fernão, esta quarta-feira, em Luanda.
Segundo o responsável, a iniciativa representa uma oportunidade significativa para dinamizar o mercado de capitais em Angola, com expectativas de elevada adesão e um volume de arrecadação expressivo, cujo valor final será conhecido no encerramento da operação, no final de Setembro. Do total a privatizar, 15% resultam da participação da Unitel e cerca de 14,5% a 15% do mecanismo de “tag along” do Banco Português de Investimento (BPI).
No balanço do primeiro semestre de 2025, foram ainda destacados outros avanços do PROPRIV, nomeadamente a privatização de quatro grandes activos, entre os quais a Fábrica de Cimento Cif, a Unidade de Montagem de Automóveis da Zona Económica Especial, a Cervejeira Bela e um supermercado no Zamba 3, num total de cerca de 200 mil milhões de kwanzas. Alguns destes projectos já se encontram em fase de arranque, com potencial para gerar milhares de postos de trabalho e contribuir para o crescimento do PIB nacional.
A reunião da Comissão Nacional Interministerial do PROPRIV, orientada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, aprovou igualmente medidas de mitigação de incumprimentos nos processos de privatização e sublinhou que os activos ligados à comunicação social, como a TV Zimbo e a Mídia Nova, continuam em avaliação, sem calendário definido para a sua alienação.
