O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) começa a vigorar para o Brasil a 1 de outubro de 2026, inicialmente na relação bilateral com a Islândia. A aplicação à Noruega está prevista para 1 de novembro. Na Suíça e no Liechtenstein, depende ainda da conclusão dos procedimentos internos de cada país, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil.
A EFTA reúne Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Em 2024, os quatro países importaram cerca de 478 mil milhões de dólares em produtos de todo o mundo. Um estudo da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) identificou 653 oportunidades comerciais para produtos brasileiros nesses mercados.
O texto do acordo coloca na lista de livre comércio a totalidade das exportações brasileiras destinadas à Islândia e ao Liechtenstein. Para a Noruega, a proporção é de 99,8% e, para a Suíça, de 97,7%. Estes números descrevem a cobertura prevista no acordo; a aplicação das preferências depende da entrada em vigor na relação com cada país e do cumprimento das regras estabelecidas, incluindo as de origem dos produtos.
A abertura ocorre em paralelo com o Plano de Diversificação de Exportações da ApexBrasil, que prevê um investimento de 210 milhões de reais e apoio a 5300 empresas. O plano dirige-se a empresas brasileiras que exportaram para os Estados Unidos, entre 2024 e 2026, produtos afetados pelas novas medidas tarifárias. Inclui ações de promoção comercial, acesso a informação sobre mercados e apoio na procura de outros destinos, com benefícios sujeitos aos critérios de cada iniciativa.
Assinado em setembro de 2025, o acordo avança agora por etapas. Para as empresas brasileiras, a possibilidade de beneficiar das novas condições comerciais exige verificar quando estas passam a aplicar-se em cada mercado e quais os requisitos para cada produto.
Ígor Lopes
