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Brasil: Amazónia ganha rota directa para a China

Uma nova rota marítima entre o Porto de Santana, no Amapá, e a região da Grande Baía, na China, vai acelerar as exportações amazónicas e reduzir custos logísticos. O projecto, articulado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) do Brasil, pretende reforçar o comércio bilateral e abrir novos mercados para os produtos da região.

O primeiro navio partiu do Porto de Gaolan, em Zhuhai, e deverá chegar a Santana ainda este mês, estando já prevista uma segunda viagem em Setembro.
A ligação directa encurtará o tempo de transporte para cerca de 30 a 35 dias, face aos actuais 90 a 180 dias necessários através de outros portos. Entre os principais produtos beneficiados estão o açaí, as castanhas, o pescado, a carne, a madeira e os minérios.

Durante a missão oficial, a delegação brasileira visitou infra-estruturas logísticas em Zhuhai, incluindo armazéns refrigerados e espaços reservados para até 150 empresas do Brasil.
Marcius Nei Santos, CEO da Sino-Lac Amazónia, refere que a plataforma vai facilitar a entrada directa dos produtos no mercado chinês e poderá multiplicar o valor das exportações.

Com mais de 120 milhões de consumidores, a Grande Baía é uma das regiões mais dinâmicas da economia chinesa e pode servir de porta de entrada para outros mercados da Ásia.
Para o ministro Waldez Góes, a nova rota fortalece a bioeconomia amazónica e abre caminho para diversificar as exportações, promovendo o desenvolvimento regional.

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