O Brasil está a reforçar a cooperação internacional para descarbonizar o transporte marítimo, através da criação de corredores verdes que permitam a utilização de combustíveis de baixa ou zero emissão em rotas específicas.
Em agosto, o país assinou com Singapura um acordo para desenvolver um corredor de navegação verde e digital. A parceria prevê estudos sobre combustíveis, infraestruturas, tecnologias, financiamento, investigação e formação de profissionais.
A iniciativa junta-se a projetos em discussão com a Noruega, Países Baixos e França. Com os dois primeiros países, o Brasil estuda uma ligação marítima sustentável com a Europa, incluindo alternativas como biodiesel, amónia e metanol.
A aposta surge num movimento internacional em expansão. Um relatório contabilizou 84 iniciativas de corredores marítimos verdes em 2025, embora apenas quatro já tivessem chegado à fase de implementação. Os custos dos combustíveis limpos, a construção de navios e infraestruturas e a falta de regras claras continuam entre os principais obstáculos.
Para o Brasil, a transição representa também uma oportunidade económica, devido ao potencial do país na produção de biocombustíveis, hidrogénio, biometano, amónia e metanol verdes. O objetivo é transformar essa capacidade em soluções concretas para reduzir as emissões do transporte marítimo.
