O Brasil encerra o ano com avanços significativos na transição energética da aviação civil e já reúne condições técnicas, produtivas e regulatórias para atender, até 2029, à procura nacional por combustível sustentável de aviação (SAF).
O desenvolvimento desse mercado é impulsionado por políticas públicas coordenadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e por investimentos estratégicos, como o anúncio da Petrobras sobre as primeiras entregas de SAF 100% produzido no país.
Segundo o MPor, a produção nacional de SAF é fundamental para posicionar o Brasil na agenda global de descarbonização do transporte aéreo. O governo tem atuado na estruturação de um ambiente com segurança regulatória e previsibilidade para investidores, fortalecendo a indústria nacional e criando oportunidades económicas alinhadas aos compromissos ambientais internacionais.
A estratégia inclui a implementação da Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/24) e a criação do Fórum de Transição Energética na Aviação Civil (Fotea), em parceria com o Ministério de Minas e Energia. O comitê interministerial é responsável por propor políticas públicas, coordenar ações e acompanhar o avanço do programa de SAF no país.
Considerado peça-chave para a redução das emissões de gases de efeito estufa, o SAF pode reduzir em até 87% as emissões líquidas de CO₂, segundo a Petrobras, graças ao uso de matérias-primas renováveis. Com forte experiência em biocombustíveis, capacidade industrial instalada e ampla oferta de insumos renováveis, o Brasil avança na consolidação de uma cadeia produtiva sustentável, contribuindo para uma aviação mais limpa e para o fortalecimento de uma economia de baixo carbono.
