As condições climáticas entre 1º e 21 de julho favoreceram o desenvolvimento das lavouras. Além disso, facilitaram a colheita de culturas como algodão e milho segunda safra na maior parte do Brasil. Esta informação foi divulgada no Boletim de Monitorização Agrícola pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) do Brasil. O levantamento aponta índices de vegetação acima da média histórica e superiores aos registados no ciclo anterior.
O tempo seco predominou em grande parte do país, beneficiando a maturação e a colheita do algodão e do milho da segunda safra no Pará, Rondônia, Tocantins e na região do Matopiba. No Amazonas e em Roraima, o maior volume de chuvas favoreceu o desenvolvimento da soja e do milho da terceira safra.
Na Região Sul, o frio e as geadas ocasionais favoreceram o início do ciclo do trigo, enquanto a umidade do solo beneficiou o milho da segunda safra no Paraná. No Rio Grande do Sul, porém, as chuvas intensas registadas no fim de julho aumentaram o risco de danos às lavouras e de perda de nutrientes do solo. Como a monitorização considera dados até 20 de julho, esses efeitos ainda não aparecem nos indicadores divulgados.
No Nordeste, a redução da umidade do solo prejudicou as lavouras de feijão e milho da terceira safra na região do Sealba. No Centro-Oeste e no Sudeste, o tempo firme favoreceu a maturação do algodão e a secagem natural do milho da segunda safra. Já no sudoeste de Mato Grosso do Sul, a deficiência hídrica durante a floração e o enchimento de grãos pode reduzir o potencial produtivo do trigo.
Ígor Lopes
