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Brasil: Desemprego desce para 5,4% e emprego atinge novo máximo no segundo trimestre de 2026

A taxa de desemprego no Brasil desceu para 5,4% no trimestre terminado em junho de 2026, o valor mais baixo do período, segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador representa uma redução de 0,7 pontos percentuais face ao trimestre anterior, quando a taxa era de 6,1%, e uma descida de 0,4 pontos em comparação com o mesmo período de 2025. No total, o país registou 5,9 milhões de desempregados, menos 718 mil pessoas do que no trimestre precedente.

O mercado de trabalho continuou a dar sinais de fortalecimento, com a população empregada a atingir 103,1 milhões de pessoas, mais 1,08 milhões do que entre janeiro e março e um aumento de 742 mil trabalhadores em relação ao mesmo trimestre de 2025. O nível de emprego subiu para 58,8% da população em idade ativa, impulsionado sobretudo pelos setores dos transportes, armazenagem e correios, bem como pela administração pública, educação, saúde e serviços sociais.

Os indicadores de subutilização da força de trabalho também registaram melhorias. A taxa de subutilização caiu para 12,9%, enquanto o número de pessoas subutilizadas diminuiu para 14,7 milhões, menos 1,64 milhões face ao trimestre anterior. A população em situação de desalento recuou para 2,3 milhões de pessoas, uma descida de 14,7% em relação aos três meses anteriores e de 17% na comparação anual.

Quanto aos rendimentos, o salário médio real habitual foi estimado em 3.738 reais (cerca de 590 euros), mantendo-se estável face ao trimestre anterior, mas aumentando 2,8% em comparação com o mesmo período de 2025. A massa total de rendimentos dos trabalhadores atingiu 380,3 mil milhões de reais, um crescimento homólogo de 3,6%, equivalente a mais 13,2 mil milhões de reais, refletindo a combinação entre a criação de emprego e a evolução positiva dos salários.

Apesar da melhoria generalizada do mercado laboral, o IBGE assinala que persistem diferenças entre setores. O emprego com contrato formal no setor privado manteve-se estável, enquanto o número de trabalhadores sem contrato aumentou 2,2%. Já o emprego no setor público cresceu 2,6% face ao trimestre anterior, confirmando a continuidade da recuperação do mercado de trabalho brasileiro ao longo de 2026.

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