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Brasil: Desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro podem se tornar património imaterial do Estado

Carnaval 2108 Desfile da escola de samba Portela no Sambodromo no Rio de janeiro Foto Cezar Loureiro/Riotur

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou em primeira discussão o Projeto de Lei 5.219/25, de autoria do deputado Vinicius Cozzolino (União), que pode tornar os desfiles de Carnaval das escolas de samba na Marquês de Sapucaí em Património Imaterial Histórico, Cultural, Artístico e Humanístico do Estado. A aprovação, ocorrida na terça-feira, 18 de novembro, ainda precisa passar por uma segunda votação em plenário.

Os desfiles das escolas de samba foram destacados pelo autor do projeto como uma das mais expressivas manifestações culturais do Brasil e do mundo, e também como um símbolo da identidade fluminense e da criatividade popular. Ele ressaltou que os desfiles valorizam a cultura afro-brasileira.

“As escolas de samba exercem papel educativo e social em suas comunidades, atuando durante todo o ano como centros de formação cultural e de inclusão social”, destacou.

O deputado justificou que o Carnaval é uma das principais fontes de receita e desenvolvimento urbano da capital fluminense, gerando milhares de empregos diretos e indiretos no turismo, na hotelaria, no comércio e nos serviços.

O parlamentar lembrou que os desfiles podem ser reconhecidos internacionalmente pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

“Esse reconhecimento nasceu de uma ida ao escritório da Unesco em Nova Iorque, em maio, quando representei a Frente Parlamentar da Juventude da Alerj no ECOSOC Youth Fórum. A Liesa pretendia o reconhecimento dos desfiles como Património da Humanidade, mas, para isso, as instâncias internas precisam reconhecer suas manifestações culturais”, explicou.

Ígor Lopes

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