A desflorestação na Amazónia brasileira atingiu o nível mais baixo desde o início dos registos oficiais, em 1988. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, foram destruídos 3.335 quilómetros quadrados de floresta, uma redução de 41,8% face ao período anterior.
O Governo de Luiz Inácio Lula da Silva atribui os resultados ao reforço da fiscalização ambiental, à monitorização por satélite e ao combate às atividades ilegais. Desde 2023, a área desflorestada diminuiu 71%, segundo os dados apresentados pelas autoridades brasileiras.
Apesar da melhoria, especialistas alertam para os efeitos do fenómeno climático El Niño, que poderá intensificar a seca e favorecer incêndios florestais. As autoridades investigam também a origem de vários fogos recentes, perante suspeitas de ações deliberadas.
O futuro das políticas ambientais está igualmente em debate nas eleições presidenciais. Lula da Silva e Flávio Bolsonaro disputam a segunda volta, marcada para 25 de outubro, apresentando propostas distintas para a proteção da Amazónia. Organizações ambientalistas receiam que alterações na orientação política possam comprometer os progressos alcançados.
