A antiga presidente do Brasil, Dilma Rousseff, vai receber uma compensação mensal de 17.562,80 reais (cerca de 2.925 euros), devido aos prejuízos profissionais provocados pela perseguição política durante a ditadura militar brasileira. A medida, oficializada em outubro de 2026, prevê também o pagamento de valores retroativos estimados em 6,6 milhões de reais (aproximadamente 1,1 milhões de euros).
A reparação resulta do reconhecimento das violações sofridas por Dilma durante o regime militar, que governou o Brasil entre 1964 e 1985. Detida em janeiro de 1970, quando tinha 22 anos, permaneceu encarcerada durante quase três anos e foi submetida a tortura por agentes do Estado.
Em maio de 2025, a Comissão de Anistia brasileira reconheceu oficialmente Dilma Rousseff como vítima de perseguição política, concedendo-lhe uma indemnização de 100 mil reais (cerca de 16,7 mil euros). Posteriormente, a justiça federal reconheceu também o direito a uma compensação de 400 mil reais (aproximadamente 66,6 mil euros) por danos morais e a uma prestação mensal pelos rendimentos profissionais perdidos.
Atualmente, Dilma Rousseff preside ao Novo Banco de Desenvolvimento, instituição financeira dos BRICS sediada em Xangai, na China. A antiga chefe de Estado assumiu o cargo em 2023 e foi reconduzida em 2025. A indemnização agora anunciada procura reparar as consequências económicas da repressão política sofrida há mais de cinco décadas.
