Os ministros da Cultura do Brasil, Margareth Menezes, e de Angola, Filipe Silvino de Pina Zau, assinaram, no dia 28 de julho, em Luanda, uma Declaração Conjunta e adotaram o Plano de Ação para Cooperação Cultural 2026–2028, que orientará a agenda bilateral do setor nos próximos três anos.
O acordo foi firmado durante uma reunião entre as delegações dos dois países no Ministério da Cultura de Angola. Logo depois, foi apresentado numa conferência de imprensa.
O plano organiza a cooperação em quatro eixos principais. O primeiro abrange culturas afrodescendentes, património e memória. O segundo envolve diversidade cultural, cidadania, participação social e ação cultural. O terceiro trata de audiovisual, artes, economia criativa e direitos autorais. O quarto inclui bibliotecas, arquivos, livro, leitura e preservação documental.
Segundo apurámos, as iniciativas incluem intercâmbio entre instituições culturais e cooperação entre museus, bibliotecas e arquivos. Também envolvem ações de preservação da memória compartilhada, projetos nas áreas do audiovisual e da economia criativa. Além disso, há atividades de formação e capacitação de profissionais da cultura.
Na declaração, os ministros determinaram que as equipas técnicas dos dois países deem continuidade à execução do plano. Elas devem definir prioridades, estabelecer cronogramas e criar mecanismos de acompanhamento das ações previstas para o período de 2026 a 2028.
Ígor Lopes
