A Embraer atingiu esta quarta-feira, 2 de setembro, a marca de 2.000 jatos comerciais da família E-Jet entregues, duas décadas depois de estas aeronaves terem entrado em operação. O avião que assinalou o marco foi produzido no Brasil e entregue à companhia aérea Azul Linhas Aéreas, simbolizando a expansão internacional da tecnologia aeronáutica brasileira.
Desde o início das operações, em 2004, os E-Jets chegaram a companhias aéreas e empresas de mais de 60 países. De acordo com o ministro brasileiro dos Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a família de aeronaves acumulou cerca de 48 milhões de horas de voo e transportou mais de 2,85 mil milhões de passageiros em todo o mundo, contribuindo para aproximar grandes centros urbanos de cidades de menor dimensão e mercados regionais.
O ministro destacou a importância dos E-Jets não apenas para a aviação, mas também para a economia brasileira. Segundo Tomé Franca, cada voo representa oportunidades de emprego, rendimento e mobilidade, permitindo que famílias se reencontrem, estudantes se desloquem, profissionais viajem em trabalho e turistas conheçam novos destinos. A produção das aeronaves envolve ainda uma extensa cadeia de fornecedores, centros de investigação, universidades e trabalhadores especializados.
A evolução da família E-Jet acompanhou também os avanços tecnológicos do sector aeronáutico. A segunda geração, conhecida como E2, incorporou melhorias destinadas a aumentar a eficiência operacional e a reduzir o consumo de combustível, as emissões e o ruído. Os aviões foram concebidos para responder sobretudo a mercados em que aeronaves de maior dimensão nem sempre são economicamente eficientes, permitindo às companhias criar novas rotas e adaptar as suas frotas à procura.
O presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, salientou que os E-Jets ajudaram as companhias aéreas a desenvolver novas ligações, complementar frotas e aumentar a produtividade e a segurança das operações. Para Tomé Franca, o marco dos 2.000 aviões entregues demonstra a relevância estratégica da Embraer e a capacidade do Brasil para desenvolver tecnologia competitiva à escala internacional, reforçando a posição do país entre os principais fabricantes mundiais de aeronaves.
