Especialista, Reginaldo Boeira ressalta que, apesar do recorde de mais de 47 milhões de pessoas empreendendo por conta própria, há uma “falha em gerar oportunidades”
O número de iniciativas para abrir um negócio no Brasil aumentou nos últimos quatro anos, e recentemente foi divulgado um recorde de mais de 47 milhões de pessoas à frente de um negócio próprio, formal ou informal; porém, 7,5 milhões delas estão fora do mercado formal. Deste modo, o país “subiu duas posições no ranking mundial de empreendedores estabelecidos e ultrapassou economias como Reino Unido, Itália e até Estados Unidos”.
A taxa de empreendedorismo no país “atingiu seu maior nível desde 2020 ao saltar de 31,6% para 33,4% em 2024”. Os dados estão no relatório “Global Entrepreneurship Monitor (GEM)”, elaborado pelo Sebrae e pela Associação Nacional de Estudos e Pesquisas em Empreendedorismo (Anegepe).
O presidente da holding KNN Group, mineiro nascido em Monte Belo, Reginaldo Boeira, ressaltou que “muitas pessoas estão empreendendo porque perderam seus empregos ou não encontram oportunidades formais no mercado. É uma resposta à necessidade. Só no Brasil, são mais de 7,5 milhões de pessoas desocupadas, segundo o IBGE. O empreendedorismo, nesse cenário, se torna uma saída para sobreviver e buscar uma renda”.
Para Boeira, autor do livro sobre empreendedorismo “Quando o sucesso é a única opção”, lançado pela Editora Labrador em 2022, há uma “falha em gerar oportunidades” e, por isso, afirma que a franquia é um caminho para quem “deseja abrir um negócio”, pois “nasce com um modelo testado e validado. O franqueado conta com suporte, treinamento e estratégias prontas, o que reduz os erros e aumenta as chances de sucesso. É um atalho inteligente para quem está começando”.
Com mais de quatro décadas de empreendedorismo no Brasil e proprietário de 12 empresas administradas pelo KNN Group, Reginaldo Boeira afirmou acreditar “no empreendedorismo como uma ferramenta para mudar a realidade das pessoas, mas no Brasil, não é só pela vontade de inovar ou criar algo novo”.
Ígor Lopes
