O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou a contratação de mil novos elementos para a Polícia Federal, numa medida que visa intensificar o combate ao crime organizado. O anúncio foi feito esta quarta-feira, através de um vídeo divulgado nas redes sociais, onde o chefe de Estado detalhou a distribuição das vagas por diferentes funções da corporação.
De acordo com o Governo brasileiro, serão nomeados 630 agentes, 160 escrivães, 120 delegados, 69 peritos e 21 papiloscopistas. A expectativa é que, até ao final de 2026, todos os cargos da Polícia Federal estejam ocupados pela primeira vez na história, reforçando significativamente a capacidade operacional da instituição.
No mesmo anúncio, Lula apelou ao regresso de agentes e delegados actualmente destacados noutros serviços públicos, sublinhando a necessidade de concentrar recursos no combate ao crime organizado. A medida foi apoiada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, que destacou o carácter “concreto e efectivo” desta iniciativa no reforço da segurança.
Também o director-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, considerou a decisão um avanço significativo. Segundo o responsável, o reforço de efectivos permitirá ampliar a actuação da força policial em zonas de fronteira, portos e aeroportos, bem como na protecção ambiental e no combate às redes criminosas.
Paralelamente, a Polícia Federal mantém em curso a formação de novos agentes. Desde janeiro, 651 candidatos frequentam o Curso de Formação Profissional na Academia Nacional de Polícia, em Brasília. Esta fase final do concurso inclui treino teórico e prático em áreas como investigação criminal, inteligência policial e uso da força, preparando os futuros agentes para os desafios da segurança pública no país.
