A corrida à presidência do Brasil entra na fase final, com Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro a disputarem a segunda volta, marcada para 25 de outubro. Depois de terminar a primeira votação com uma desvantagem de cerca de 2,2 milhões de votos, Lula procura recuperar terreno numa eleição que as sondagens recentes apresentam como equilibrada.
Minas Gerais e São Paulo destacam-se pelo peso dos seus eleitorados. No primeiro estado, a diferença entre os candidatos foi inferior a 590 mil votos, enquanto São Paulo deu a Flávio Bolsonaro uma vantagem superior a 3,4 milhões.
O Distrito Federal, os municípios próximos de Brasília e as grandes cidades do Nordeste também poderão influenciar o resultado. Lula venceu os nove estados nordestinos na primeira volta, enquanto Flávio Bolsonaro obteve resultados expressivos em municípios mais pequenos e regiões ligadas ao agronegócio.
A abstenção, que atingiu 21,08% na primeira volta, constitui outra variável importante. Além dos eleitores que não participaram, os dois candidatos procuram conquistar parte dos mais de 8,7 milhões de votos atribuídos a candidaturas eliminadas, num cenário de elevada competitividade eleitoral.
