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Brasil: Ministério da Saúde alerta para riscos do fumo dos incêndios em 15 estados

O Ministério da Saúde do Brasil incluiu 15 estados na lista de maior atenção devido à ocorrência de 1.153 focos de calor, segundo o mais recente informe semanal de Monitorização de Incêndios Florestais para Vigilância em Saúde. O relatório, divulgado esta terça-feira, integra o plano AdaptaSUS e reúne dados sobre focos de incêndio, qualidade do ar e população potencialmente exposta ao fumo, permitindo apoiar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) aos impactos dos fenómenos climáticos.

As autoridades alertam que o actual episódio de El Niño está a favorecer condições de calor intenso, seca e baixa humidade do ar em várias regiões do país, aumentando o risco de incêndios florestais e agravando a poluição atmosférica. O fenómeno deverá prolongar-se até ao início de 2027, sendo esperadas temperaturas acima da média em grande parte do território brasileiro e precipitação abaixo do normal em diversas zonas do Centro-Norte.

Entre as principais recomendações à população estão evitar actividades físicas ao ar livre quando a qualidade do ar estiver degradada, aumentar a ingestão de água, permanecer em espaços interiores protegidos da fumaça e utilizar máscaras de elevada filtragem, como PFF2 ou N95, apenas quando for indispensável sair de casa. O Ministério aconselha ainda a manter portas e janelas fechadas nos períodos de maior poluição, utilizar sistemas de ar condicionado em modo de recirculação e evitar qualquer actividade que aumente a poluição dentro das habitações, como fogões a lenha, lareiras ou o consumo de tabaco.

Fonte: Ministério da Saúde do Brasil

As recomendações são reforçadas para grupos mais vulneráveis, nomeadamente crianças com menos de cinco anos, idosos, grávidas e pessoas com doenças respiratórias, cardiovasculares ou imunológicas. O Ministério da Saúde alerta que a exposição prolongada ao material particulado fino (MP2,5), produzido pelos incêndios, pode agravar problemas respiratórios e cardíacos, aumentando a necessidade de cuidados médicos e hospitalizações. O acompanhamento permanente da qualidade do ar permitirá às autoridades identificar as regiões mais afectadas e adoptar medidas de prevenção e resposta mais eficazes.

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