A Operação “Brasil Contra o Crime Organizado”, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), através da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) e da Coordenação-Geral de Fronteiras e Amazónia (CGFron), registou resultados expressivos nos seus primeiros dias de execução.
Entre 11 e 14 de maio, as forças de segurança apreenderam cerca de 2.192 quilos de drogas e provocaram um impacto financeiro estimado em mais de R$ 110,6 milhões às organizações criminosas.
Segundo o balanço oficial, as apreensões incluíram maconha, skunk, crack, cocaína, oxicodona e outras substâncias ilícitas, além de seis armas de fogo, munições e veículos utilizados no transporte de estupefacientes. Apenas numa ação em Sidrolândia, no estado de Mato Grosso do Sul, foram retiradas de circulação mais de duas toneladas de maconha e recuperada uma viatura furtada, gerando perdas superiores a R$ 4,2 milhões para o crime organizado.
As operações decorreram de forma integrada em vários estados brasileiros, incluindo Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. As autoridades realizaram ações terrestres, fluviais e de inteligência, com reforço de patrulhamento, bloqueios rodoviários e fiscalização em zonas de fronteira e corredores logísticos estratégicos, considerados críticos para o tráfico de drogas e outros crimes transnacionais.
No Amazonas, uma operação no Porto de Codajás resultou na apreensão de cerca de 30 quilos de skunk e na detenção em flagrante de uma suspeita de 26 anos por tráfico de estupefacientes. Já na Bahia, uma ação contra fraude eletrónica e lavagem de dinheiro levou ao bloqueio de aproximadamente R$ 103 milhões em ativos financeiros associados a uma organização criminosa, evidenciando o foco crescente das autoridades na vertente financeira do crime.
As autoridades sublinham que a iniciativa visa não apenas o reforço da repressão policial, mas também o enfraquecimento das estruturas financeiras e logísticas das facções criminosas, através de ações contínuas até agosto de 2026.
