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Brasil: país poderá ser o primeiro do G20 a alcançar neutralidade em carbono, segundo o diretor do BNDES

O diretor de Compliance e Riscos do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) do Brasil, Luís Augusto Navarro, acredita que o país “dispõe de todas as condições para ser o primeiro país do G20 a alcançar a neutralidade em carbono”. A afirmação aconteceu no último dia 12/11, durante a COP29, em Baku, no Azerbaijão, quando foram apresentadas as primeiras conclusões do Climate Scanner, uma monitorização global sobre políticas públicas de vão de encontro às mudanças climáticas liderado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) do Brasil, e apoiado pelo BNDES.

Segundo este responsável, apesar de ser, atualmente, o quinto maior emissor de CO2 do mundo, a maior parte das emissões do Brasil surgem da “devastação da floresta e do uso intensivo da agricultura”.

“Se conseguirmos deter ou até reverter a devastação da floresta, o Brasil pode ser o primeiro país do G20 a alcançar a neutralidade em carbono”, disse, recordando que, com o Arco da Restauração, o BNDES se comprometeu a mobilizar recursos para restaurar 24 milhões de hectares até 2050.

“Diferentemente de outros países, já temos uma matriz energética muito limpa, então temos condições de reverter as razões que nos incluem nessa lista desagradável”, considerou Luís Augusto Navarro.

Ígor Lopes

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