A plataforma petrolífera P-82, da Petrobras, deixou no domingo, 18 de outubro, o estaleiro Tuas Boulevard Yard, em Singapura, com destino ao campo de Búzios, situado na camada pré-sal da Bacia de Santos, no Brasil. A unidade deverá entrar em operação em 2027 e será a décima plataforma instalada neste campo, considerado o maior do país em reservas e produção de petróleo.
Integrada numa série de seis plataformas de grande dimensão, a P-82 tem capacidade nominal para produzir 225 mil barris de petróleo por dia e comprimir 12 milhões de metros cúbicos de gás natural. Com 345,3 metros de comprimento, 60 metros de largura e mais de 100 mil toneladas, a unidade integra algumas das maiores instalações do género a nível mundial. É a segunda plataforma a iniciar a viagem para Búzios em menos de um mês, depois da P-80, que partiu rumo ao Brasil a 30 de setembro.
Segundo a Petrobras, as unidades da série 80 incorporam tecnologias avançadas e soluções digitais destinadas a melhorar a eficiência operacional e energética. A construção em série permite reduzir custos, aumentar a produtividade dos estaleiros, melhorar a fiabilidade dos sistemas e acelerar o desenvolvimento dos campos petrolíferos. A empresa destaca ainda a importância da incorporação de inovações e dos conhecimentos adquiridos durante a construção de plataformas anteriores.
Uma parte dos módulos de processamento da P-82 foi fabricada no Brasil, no estaleiro Seatrium Aracruz, no estado do Espírito Santo, contribuindo para a qualificação de trabalhadores, a criação de emprego e o desenvolvimento da indústria naval brasileira. Outros módulos foram construídos em Singapura e na China. A contratação seguiu o modelo de engenharia, aprovisionamento, construção e comissionamento, que atribui à empresa contratada a responsabilidade pela preparação e entrega da plataforma pronta para operar.
A P-82 integra o plano de expansão da produção petrolífera brasileira, num contexto em que a Petrobras prevê investir 109 mil milhões de dólares entre 2026 e 2030, dos quais 75% serão destinados à exploração e produção. O campo de Búzios é operado pela Petrobras, em parceria com a CNOOC, a CNPC e a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA). A previsão é que o campo disponha de 11 plataformas em funcionamento até ao final de 2027, reforçando a capacidade de produção de petróleo do Brasil.
