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Brasil: Polícia do Rio de Janeiro apreende 500 fuzis em apenas nove meses

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) apreendeu seis fuzis de uso restrito em poder de narcotraficantes ligados às principais fações criminosas do Rio, após operações realizadas pelos Batalhões de Irajá, Ilha do Governador e Bangu, nas Zonas Norte e Oeste da capital fluminense.

Com essa ação, a Secretaria de Estado de Polícia Militar (SEPM) alcançou a marca de 500 fuzis apreendidos em 2025. O registo foi feito na quarta-feira, 24 de setembro. O 41º BPM (Irajá) foi a unidade com maior número de apreensões neste ano, com 82 fuzis recolhidos.

A Subsecretaria de Inteligência da corporação (SSI) identificou uma mudança no perfil das armas em circulação. Em 2025, a maioria dos fuzis apreendidos foi montada em fábricas clandestinas ligadas ao crime organizado no exterior. Até o ano passado, mais de 90% do armamento apreendido era originário de outros países.

Segundo nota da SEPM, “as maiores apreensões seguem ocorrendo em áreas do estado onde há disputa territorial entre fações criminosas rivais, como as regiões dos Complexos do Chapadão e da Pedreira, além do Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho”.

A corporação esclareceu que os resultados das operações foram obtidos graças a informações de inteligência, uso de equipamentos tecnológicos, planeamento prévio e colaboração da população, por meio do serviço 190 ou do Disque-Denúncia (21) 2253-1177.

O secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, afirmou que cada fuzil retirado de circulação “representa vidas salvas e comunidades mais seguras”. Ele disse ainda que a corporação seguirá “atuando de forma integrada e estratégica para enfraquecer o poder bélico das fações criminosas”.

O governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, defendeu “uma atuação mais firme por parte do governo federal para impedir a entrada de armas no território fluminense”. Ele lembrou que, além dos 500 fuzis recolhidos até setembro, em 2024 foram apreendidos 732. “É uma situação preocupante, não podemos deixar que essas armas de guerra continuem circulando pelo nosso estado”, disse.

Ígor Lopes

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