A prévia da inflação no Brasil abrandou em Outubro, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) a registar uma subida de 0,32%, contra 0,70% em Setembro. Os dados foram divulgados a 23 de Outubro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicando uma redução de 0,38 pontos percentuais na variação mensal do indicador.
A desaceleração foi impulsionada sobretudo pela descida dos preços da electricidade residencial, da água, das passagens aéreas e das frutas. Apesar do abrandamento mensal, a inflação acumulada desde o início do ano atingiu 4,15%, enquanto a variação dos últimos 12 meses se fixou em 4,62%. Em Outubro de 2025, o IPCA-15 tinha registado uma subida de 0,18%.
Os dados foram calculados com base na recolha de preços realizada entre 16 de Setembro e 14 de Outubro de 2026, comparando-os com os valores observados entre 15 de Agosto e 15 de Setembro. O indicador abrange famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos e contempla várias regiões metropolitanas brasileiras, além de Brasília e do município de Goiânia.
O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial brasileira e utiliza uma metodologia semelhante à do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), diferindo sobretudo no período de recolha dos preços e na abrangência geográfica. A evolução do indicador permite acompanhar as variações do custo de vida no país e avaliar a pressão dos preços sobre o orçamento das famílias.
