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Brasil: Procura da China impulsiona exportações de algodão e leva a recorde em março

Porto de Paranaguá PR 27 05 2020 As exportações de algodão, pelo Porto de Paranaguá, aumentaram 3.098% em 2020. Nos primeiros quatro meses do ano, quase 11,8 mil toneladas do produto, em fardos e fios, foram embarcadas em contêineres pelo terminal paranaense. No mesmo período de 2019, apenas 331 toneladas do produto deixaram o país pelo Paraná.Segundo o Ministério da Economia, o Porto de Paranaguá foi o segundo do Brasil em volume movimentado de algodão, com receita de mais de US$ 19,2 milhões.“Os preços internacionais subiram, ao mesmo tempo que o dólar se valorizou. Com isso, as exportações ficaram aquecidas. O produto é embarcado em contêineres e o Terminal de Paranaguá tem se destacado na eficiência e melhores condições de embarque”, diz o presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. - Foto:Claudio Neves

O Brasil registou um novo máximo histórico nas exportações de algodão em março de 2026, impulsionado sobretudo pelo aumento da procura por parte da China. O desempenho confirma a força da procura externa e reforça o papel do mercado chinês como principal motor das vendas brasileiras.

De acordo com dados oficiais da Secretaria de Comércio Exterior, o Brasil exportou 347,8 mil toneladas de algodão no mês de março. O volume representa um crescimento de 28,6% face a fevereiro de 2026 e um aumento expressivo de 45,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O resultado não só estabelece um recorde para meses de março, como também representa o nível mais elevado desde dezembro de 2025. No acumulado dos últimos 12 meses, o país já atingiu 3,032 milhões de toneladas exportadas, ultrapassando o total registado ao longo de todo o ano passado.

Segundo especialistas do CEPEA, ligado à Universidade de São Paulo, a recuperação da procura chinesa tem sido determinante para este desempenho. A forte procura internacional tem sustentado o ritmo elevado de embarques, mesmo num contexto de incerteza global.

Apesar dos números positivos nas exportações, o mercado interno brasileiro apresenta maior volatilidade, com negociações pontuais e oscilações de preços. Este cenário obriga os produtores a adotarem estratégias mais cautelosas para proteger as margens, num ambiente ainda marcado por instabilidade.

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