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Brasil: Receita Federal reforça combate ao narcotráfico e crimes ambientais nas fronteiras com recurso a inteligência e cooperação internacional

A Receita Federal do Brasil reafirmou que continuará a reforçar o combate ao narcotráfico e aos crimes ambientais através do investimento em inteligência de dados, gestão de risco e cooperação internacional.

O organismo destacou que as redes criminosas recorrem cada vez mais a métodos sofisticados para ocultar droga em mercadorias destinadas à exportação, tornando essencial o aperfeiçoamento das técnicas de fiscalização e a colaboração entre autoridades nacionais e estrangeiras.

Entre as principais operações realizadas em 2025, a Receita recordou a apreensão de 75 toneladas de madeira de ipê extraída ilegalmente no Porto de Pecém, no estado do Ceará, numa ação conjunta com o IBAMA. No mesmo ano, foram ainda apreendidos 156 quilogramas de cocaína escondidos em madeira no Porto de Paranaguá, 1,5 toneladas de droga ocultas numa carga de papel no Porto de Santos, cocaína líquida dissimulada em 300 garrafas de refrigerante no complexo portuário de Itajaí e Navegantes e cerca de 1,2 toneladas de cocaína pura escondidas em mobiliário no Aeroporto Internacional de Confins, a maior apreensão de droga alguma vez registada num aeroporto brasileiro.

Já em março de 2026, as autoridades apreenderam mais 226 quilogramas de cocaína escondidos num contentor de madeira de pinho destinado à exportação para Itália. Segundo a Receita Federal, os grupos criminosos recorrem também a formas de ocultação como a chamada “cocaína negra”, misturada com carvão ativado e outros compostos químicos para escapar aos testes convencionais e aos cães farejadores, bem como à cocaína líquida dissolvida em solventes. Para detetar estas substâncias, a fiscalização utiliza técnicas complementares de análise e sistemas avançados de gestão de risco.

O organismo destacou igualmente a Operação Timber Shield, desenvolvida em parceria com autoridades dos Estados Unidos, da Bolívia e do Chile, que permitiu reter preventivamente uma carga de madeira suspeita de estar contaminada com droga.

A Receita Federal lamentou ainda a divulgação de informações baseadas em fontes não identificadas que colocam em causa a atuação das autoridades neste caso, sublinhando que a verificação de todos os indícios faz parte dos procedimentos normais de qualquer sistema moderno de fiscalização aduaneira.

O organismo reiterou que continuará a agir com rigor técnico e em estreita cooperação com os órgãos de investigação para impedir que as cadeias logísticas internacionais sejam utilizadas pelo narcotráfico, pelo comércio ilegal de madeira e por outras atividades criminosas.

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