O Rio de Janeiro sediará, de 3 a 5 de novembro, a Cúpula Mundial de Prefeitos da C40, principal encontro global de cidades comprometidas com a ação climática. O anúncio foi feito no final de junho, em Londres, pelo prefeito carioca Eduardo Paes, ao lado do prefeito da capital britânica e copresidente da C40, Sadiq Khan.
Com o intuito de assinalar os 20 anos da rede C40, a cúpula será realizada dias antes da COP30, em Belém, Brasil, e abrirá oficialmente o Fórum de Líderes Locais da conferência climática. O evento é organizado pela Bloomberg Philanthropies em parceria com a Presidência da COP30.
Segundo apurámos, a Cúpula reunirá prefeitos de grandes cidades, representantes de governos regionais, organizações internacionais, setores privado e civil, além de filantropos e investidores. A proposta é “discutir soluções urbanas para a crise climática, com foco na mobilização de recursos, cooperação entre diferentes esferas de governo e aceleração da implementação do Acordo de Paris”.
“Sediar a Cúpula C40 é motivo de orgulho para o Rio e o Brasil. As cidades estão na linha de frente da crise climática — e das soluções”, afirmou Paes.
Sadiq Khan acrescentou que “o encontro no Rio será decisivo para fortalecer a liderança urbana contra as mudanças climáticas. Mesmo diante da inação de muitos governos nacionais, as cidades estão reduzindo emissões e melhorando a vida das pessoas”.
Fórum de Líderes Locais
A Cúpula integra a programação oficial do Fórum de Líderes Locais da COP30, que também será realizado no Rio, no mesmo período. O Fórum destacará experiências locais de ação climática, mobilização de financiamento e alinhamento com metas globais, como a ampliação das energias renováveis.
Michael Bloomberg, enviado especial da ONU para Ambição Climática, declarou que os eventos de novembro “garantirão que as vozes das cidades sejam ouvidas na COP30”.
A expetativa é que o Fórum “contribua para a meta global de mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano até 2035 para países em desenvolvimento vulneráveis”.
Outro foco será o “fortalecimento da diplomacia entre governos locais e nacionais, com vistas à governança multinível e ao desbloqueio de recursos para adaptação e resiliência climática”.
Para André Corrêa do Lago, presidente da COP30, “a liderança local é essencial para o sucesso da ação climática global. A preparação da COP na Amazônia inspira um esforço coletivo que começa no Rio”.
Após o Fórum, uma delegação de líderes seguirá para Belém para apresentar os resultados à COP30. A representação das cidades será liderada pelo grupo LGMA (Governos Locais e Autoridades Municipais), criado na Rio-92, reforçando a conexão entre ação local e política global.
Ígor Lopes
