Os passageiros que viajam de avião com carregadores portáteis, as chamadas powerbanks, passam a ter de cumprir novas regras de transporte destinadas a reforçar a segurança a bordo. As medidas passam a ser aplicadas pelas companhias aéreas com base em orientações atualizadas da Agência Nacional de Aviação Civil do Brasil (Anac), alinhadas com recomendações internacionais da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).
Entre as principais alterações está o limite de quantidade e capacidade dos equipamentos permitidos. Cada passageiro pode transportar, no máximo, dois powerbanks com capacidade até 100 Wh — valor que corresponde, em muitos modelos, a cerca de 27 mil mAh. Equipamentos com capacidade entre 100 Wh e 160 Wh continuam permitidos, mas apenas mediante autorização prévia da companhia aérea. Acima desse limite, o transporte fica proibido.
As regras reforçam igualmente a forma como estes dispositivos devem ser levados durante a viagem. Os powerbanks têm de permanecer na bagagem de mão ou em itens pessoais e não podem ser colocados no compartimento superior da cabine nem no envio na bagagem despachada. Além disso, as orientações desencorajam a utilização de carregadores para alimentação de outros dispositivos durante o voo e proíbem o seu carregamento a bordo. Os terminais devem estar protegidos contra curto-circuitos, idealmente através da embalagem original ou de isolamento adequado.
Segundo as autoridades da aviação, a atualização surge após o aumento das preocupações internacionais relacionadas com baterias de íons de lítio, que em situações de falha podem sobreaquecer e originar princípios de incêndio dentro da cabine. A OACI dinâmica está ano novas especificações para o transporte desses equipamentos, levando vários operadores e reguladores a reverem procedimentos de segurança.
Para evitar problemas no embarque, os passageiros devem verificar a capacidade indicada no equipamento antes da viagem e confirmar antecipadamente as condições específicas da companhia aérea. O Governo brasileiro lançou ainda uma campanha informativa e disponibilizou ferramentas que ajudam a converter valores entre mAh e Wh para confirmar se o dispositivo está dentro dos limites autorizados.
