O comércio entre o Brasil e a China atingiu um novo recorde em 2025, totalizando 171 mil milhões de dólares, segundo relatório do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) divulgado pelo O Globo. O valor representa um crescimento de 8,2% face a 2024, refletindo a crescente importância da China como parceiro comercial do Brasil.
Do total negociado, as exportações brasileiras somaram 100 mil milhões de dólares, o segundo maior valor da série histórica iniciada em 1997. A soja foi o principal produto exportado, respondendo por pouco mais de um terço das vendas e registando um aumento de 10% em relação ao ano anterior.
As importações brasileiras provenientes da China também bateram recorde, atingindo 70,9 mil milhões de dólares, um crescimento de 11,5%. Entre os produtos que impulsionaram este aumento destacam-se um navio-plataforma para exploração de petróleo, carros eléctricos e híbridos, fertilizantes, produtos químicos e medicamentos, com a China a subir para a quarta posição entre os principais fornecedores do Brasil no setor farmacêutico.
O desempenho recorde do comércio bilateral reforça o papel estratégico da China como parceiro económico do Brasil, ao mesmo tempo que evidencia a diversificação de produtos comercializados e a crescente integração tecnológica e industrial entre os dois países.
