A Autoridade Monetária de Macau e a Associação de Bancos de Macau realizaram uma visita ao Brasil para reforçar a cooperação financeira transfronteiriça e promover o território chinês como plataforma de serviços financeiros entre a China e os Países de Língua Portuguesa. A delegação reuniu-se com autoridades, instituições bancárias, associações financeiras e grandes empresas brasileiras, com o objectivo de identificar novas oportunidades de investimento e colaboração.
A missão foi liderada honorariamente pelo presidente do Conselho de Administração da Autoridade Monetária de Macau, Vong Sin Man, e chefiada pelo presidente da Associação de Bancos de Macau, Fan Yaosheng. Durante a visita, os representantes reuniram-se com o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, o cônsul-geral chinês em São Paulo, Yu Peng, e o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Muricca Galípolo.
A delegação manteve igualmente contactos com entidades como a Federação Brasileira de Bancos, a Associação Brasileira de Bancos e a Open Finance Brasil, além de instituições financeiras como o Banco do Brasil, o Santander Brasil, o Banco Daycoval e o Banco ABC Brasil. Foram também realizadas visitas ao Conselho Empresarial Brasil-China, à Associação Brasileira de Empresas Chinesas e à empresa JBS, com vista ao aprofundamento das relações entre os sectores financeiro e empresarial.
Segundo Vong Sin Man, o reforço da cooperação com o Brasil representa uma oportunidade para Macau consolidar o seu papel de ligação entre os mercados chinês e lusófono. O responsável destacou o apoio do Governo Central a esta estratégia, que se enquadra na diversificação da economia de Macau e nas orientações do 15.º Plano Quinquenal Nacional e do terceiro plano quinquenal do território.
A Autoridade Monetária de Macau pretende continuar a desenvolver infra-estruturas financeiras e a promover serviços transfronteiriços em renminbi, moeda chinesa, bem como alargar as redes de compensação e explorar novas formas de financiamento através do mercado obrigacionista. A instituição pretende ainda incentivar parcerias nas áreas das finanças sustentáveis e da tecnologia financeira, criando novas oportunidades de negócio e investimento entre Macau, o Brasil e os restantes Países de Língua Portuguesa.
