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FAA atacam em Cabinda e na RDC apesar do cessar-fogo unilateral declarado pela FLEC

Cab FLEC

A situação em Cabinda voltou a deteriorar-se nas últimas horas, com relatos de ataques das Forças Armadas Angolanas (FAA) que casaram vítimas civis. O governo angolano decidiu ignorar cessar-fogo unilateral declarado pela FLEC.

Na madrugada desta segunda-feira, 5 de Maio de 2025, forças das Forças Armadas Angolanas (FAA) lançaram uma ofensiva sobre posições das Forças Armadas Cabindesas (FAC) na aldeia de Kimbanza-Vingi, na região de Necuto. O ataque resultou na morte de quatro militares das FAC e nove civis, segundo informações divulgadas pelo Estado-Maior das FAC. Os combates estenderam-se até território congolês, na aldeia de Kimbanza-Mbemba, junto à fronteira de Cabinda com a República Democrática do Congo (RDC), onde três soldados angolanos terão sido mortos pelas FAC, que lamentam também a morte de dois civis congoleses alegadamente abatidos pelas FAA.

A FLEC-FAC informa também que mais de 250 soldados angolanos fizeram uma incursão na aldeia de Kionzo na República Democrática do Congo.

No mesmo comunicado, assinado pelo chefe da direcção das Forças Especiais das FAC, Tenente-general João Cruz Mavinga Lúcifer, o Estado-Maior das FAC condenou veementemente a operação militar, classificando-a como uma “provocação mortífera” quando um cessar-fogo unilateral foi declarado a 14 de Abril de 2025, em apoio à iniciativa de paz proposta pela UNITA, principal partido da oposição angolana.

Os independentistas acusam o Presidente João Lourenço de recusar qualquer abertura ao diálogo, preferindo a via militar, e apelam à comunidade internacional – incluindo União Europeia, Estados Unidos e organizações internacionais – para condenarem a escalada da violência e apoiem soluções pacíficas para o conflito.

O Estado-Maior das Forças Armadas Cabindesas (FAC) apela aos países membros da União Europeia, às organizações internacionais e aos Estados Unidos da América, para condenarem esta escalada da violência e a apoiarem activamente as iniciativas que visam uma resolução pacífica do conflito em Cabinda.

Até ao momento, o Ministério da Defesa de Angola não se pronunciou sobre os confrontos.

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