Violentos combates eclodiram na noite de domingo para segunda-feira, 11 de Agosto, na aldeia de Lukiengi, região de Belize, envolvendo as Forças Armadas Cabindesas (FAC) da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) e as Forças Armadas Angolanas (FAA).
De acordo com um comunicado do Estado-Maior General das FAC, uma unidade do Comando de Operações Especiais lançou uma ofensiva “decisiva” contra posições militares angolanas, provocando, segundo a mesma fonte, “pesadas baixas” nas fileiras inimigas, 26 soldados mortos, entre os quais um tenente-coronel e um capitão, e 15 feridos graves.
Ainda segundo as FAC, as forças angolanas retiraram-se “de forma desordenada”, abandonando material militar e “documentos de elevado valor estratégico”, que foram recolhidos pelos combatentes cabindeses.
No mesmo comunicado, o Estado-Maior General das FAC lançou um “ultimato” a todos os soldados de origem cabindesa que integram as FAA “contra a sua vontade”, apelando para que “abandonem as fileiras do ocupante e se juntem à resistência, antes que seja demasiado tarde”.
O documento apela igualmente à “mobilização total” da população cabindesa e ao reforço dos “actos de desobediência civil” como forma de pressão contra as forças de ocupação.
O comunicado, datado de 11 de Agosto de 2025 e assinado pelo general José Luís Brás “Zé Carlos”, chefe operacional das FAC e comandante militar da região do Belize, não especifica se houve baixas do lado cabindês. As autoridades angolanas ainda não reagiram ao comunicado da FLEC-FAC.
