Cabo Verde apoiou a evacuação de passageiros do navio de cruzeiro Hondius, após a detecção de casos suspeitos de hantavírus a bordo. A operação contou com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das autoridades cabo-verdianas, numa resposta coordenada para evitar a propagação da doença.
O alerta sanitário começou no último fim de semana, quando um embarque, com 147 pessoas a bordo, foi supostamente identificado na costa cabo-verdiana depois de terem sido identificados vários casos suspeitos de infecção. Até ao momento, foram registados oito casos e três mortes relacionadas ao surto. Um paciente encontra-se hospitalizado na África do Sul e outro está a receber tratamento na Suíça.
Segundo a representante da OMS em Cabo Verde, Ann Lindstrand, as autoridades optaram por não permitir o desembarque dos passageiros, privilegiando o envio de equipas médicas equipadas ao navio para tratar os doentes e proteger a população local. Os últimos três passageiros sintomáticos ou considerados contactos de risco foram evacuados de avião para os Países Baixos.
Após a operação, o cruzeiro retomou a viagem em direção às Ilhas Canárias, em Espanha, levando a bordo profissionais de saúde e equipamentos médicos para responder a eventuais novos casos. Os passageiros assintomáticos foram instruídos a permanecer nas cabines, manter distanciamento físico e utilizar máscaras e outros equipamentos de proteção.
A OMS revelou que três casos confirmados relacionados ao hantavírus do tipo Andes, variante mais comum na América do Sul e considerada a única associada à transmissão entre humanos. A organização está a coordenar o rastreamento internacional de contactos, embora considere que, nesta fase, o risco global para a saúde pública permanece baixo.
