Cabo Verde defendeu a mobilização de investimento privado e o reforço do setor empresarial como instrumentos para promover o crescimento económico e a criação de emprego, durante o Fórum dos Pequenos Estados, realizado a 16 de outubro, em Banguecoque, na Tailândia, à margem das reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Grupo Banco Mundial.
O país foi o primeiro a intervir no encontro, através do ministro da Coordenação de Projetos Especiais e Acesso a Fundos, José Carlos Moniz Varela, que apresentou a Nova Agenda Económica do Governo cabo-verdiano. A estratégia define o emprego como o principal projeto social do país e atribui ao setor privado um papel central na criação de riqueza e de postos de trabalho.
Subordinado ao tema «Fortalecer o Crescimento do Setor Privado para Criar Empregos», o fórum reuniu ministros das Finanças, governadores de bancos centrais e representantes de cerca de 50 países de pequena dimensão, incluindo Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, bem como parceiros internacionais, dirigentes do Grupo Banco Mundial e representantes do setor privado.
Os debates centraram-se na implementação da Estratégia do Grupo Banco Mundial para os Pequenos Estados, lançada nas reuniões da Primavera de 2026, e na identificação de mecanismos para mobilizar capital privado, ampliar as oportunidades de emprego e reforçar a resiliência económica. Entre os principais desafios identificados estão a reduzida dimensão dos mercados, as dificuldades de diversificação económica e a exposição a choques externos e climáticos.
Para Cabo Verde, a participação no fórum enquadra-se nos esforços para atrair investimento, fortalecer as empresas e criar condições para um crescimento económico sustentável e inclusivo. O encontro permitiu ainda aprofundar o diálogo com parceiros de desenvolvimento sobre soluções de financiamento e políticas destinadas a responder às vulnerabilidades estruturais dos pequenos Estados
