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Cabo Verde e OMS assinam plano de 2,4 milhões de dólares para reforçar o setor da saúde

O Governo de Cabo Verde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) assinaram um plano de trabalho avaliado em 2,4 milhões de dólares para o período 2026-2027, com o objetivo de reforçar o sistema de saúde no país. O acordo foi rubricado pelo ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, e pela representante da OMS em Cabo Verde, Ann Lindstrand.

O documento define as principais áreas de intervenção da OMS no país e estabelece mecanismos de financiamento, acompanhamento e transparência. Trata-se do primeiro plano bianual no âmbito do 14.º Programa Geral de Trabalho da OMS (2025-2028), servindo como instrumento estratégico para reforçar os cuidados de saúde primários, melhorar a qualidade dos serviços e preparar o país para riscos sanitários emergentes.

Segundo o ministro da Saúde, o acordo representa um momento “de elevado significado político, institucional e estratégico”, reforçando a parceria entre Cabo Verde e a OMS. Jorge Figueiredo sublinhou que o plano se insere numa fase crucial para o setor, marcada pela consolidação de instrumentos como a Política Nacional de Saúde 2025-2030 e a Carta Sanitária.

O governante destacou ainda os desafios atuais do país, como o aumento das doenças crónicas não transmissíveis, a pressão sobre os serviços hospitalares, a necessidade de reforçar a saúde mental e o impacto das alterações climáticas na saúde. Estes fatores exigem respostas mais complexas e sustentáveis, incluindo melhor gestão de dados e financiamento do sistema.

Por sua vez, Ann Lindstrand afirmou que o plano reflete uma colaboração alinhada com o mandato global da OMS e destacou os progressos alcançados por Cabo Verde nas últimas décadas, como a eliminação do sarampo e da rubéola e a certificação como país livre de malária. O novo plano pretende consolidar esses avanços, reforçando a cobertura universal de saúde, a prevenção de doenças e a capacidade de resposta a emergências sanitárias.

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