O Primeiro-Ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, recebeu esta segunda-feira a equipa técnica responsável pela candidatura do Campo de Concentração do Tarrafal a Património Mundial da UNESCO. Este foi o primeiro encontro oficial de apresentação da documentação, liderado pelo Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, e marca o início de uma mobilização mais ampla junto de instituições e comunidades.
A candidatura será apresentada de forma conjunta por Cabo Verde, Portugal, Angola e Guiné-Bissau, numa demonstração de compromisso coletivo com a memória histórica da resistência e da luta pela liberdade.
O Campo do Tarrafal, símbolo da repressão colonial e da luta dos povos lusófonos pela autodeterminação, tem vindo a ser alvo de ações de socialização junto da população local, conduzidas pelo Instituto do Património Cultural.
O apoio internacional à candidatura ganhou força durante a III Reunião Extraordinária dos Ministros da Cultura da CPLP, em maio de 2024, onde os Estados-membros expressaram, por unanimidade, o seu apoio à inclusão do Tarrafal na lista do Património Mundial.
Cabo Verde formalizou a candidatura através de uma resolução publicada a 25 de abril de 2024.
A inscrição do Tarrafal na lista da UNESCO visa proteger este local emblemático das pressões das transformações sociais e económicas, garantindo a preservação da sua memória histórica.
A proposta insere-se na Convenção da UNESCO para a Proteção do Património Mundial, Cultural e Natural, à qual Cabo Verde aderiu, e reforça o papel da cultura como eixo central de identidade e coesão.
