O Governo de Cabo Verde vai investir 342 mil contos na primeira fase do Plano Estratégico de Formação Médica Graduada e Especializada (2026–2045), uma iniciativa considerada estruturante para o futuro do sistema nacional de saúde.
A garantia foi dada pelo ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, durante a sessão solene evocativa do Dia do Médico Cabo-verdiano, realizada no sábado, na cidade da Praia.
Perante médicos do sector público e privado, no activo e reformados, o governante sublinhou que o plano, aprovado no final de Dezembro, não visa apenas aumentar o número de médicos e especialistas, mas sobretudo formar profissionais alinhados com as necessidades reais da população, preparados para responder à transição demográfica e epidemiológica do país.
De acordo com Jorge Figueiredo, o plano aposta na Medicina Geral e Familiar como pilar do sistema de saúde, prevendo o desenvolvimento faseado das especialidades consideradas críticas, com o objectivo de reforçar a autonomia formativa, garantir a continuidade assistencial e promover a equidade territorial. A segunda fase do plano, entre 2031 e 2035, está orçada em 343,2 mil contos, estando previstos custos progressivos e controlados até 2045.
O ministro destacou ainda o impacto económico do investimento, estimando-se que, por cada escudo aplicado, o Estado poupe 2,8 escudos, através da redução da dependência de médicos cooperantes e da diminuição estrutural das evacuações médicas para o exterior.
Na mesma ocasião, o governante lembrou o investimento do Executivo na valorização da classe médica, apontando a aprovação do Plano de Carreiras, Funções e Remunerações dos Médicos (PCFR) como um marco histórico no reconhecimento do papel dos médicos no sistema de saúde cabo-verdiano.
