O Governo cabo-verdiano declarou que a extinção da Universidade Técnica do Atlântico (UTA) e a integração das suas faculdades na Universidade de Cabo Verde é um dos cenários em cima da mesa.
De acordo com o ministro da Educação, Formação Profissional, Ensino Superior, Ciência e Inovação, Arnaldo de Brito, esta possibilidade está a ser analisada numa lógica de racionalização de recursos.
“E a questão que se põe é se, racionalmente pensando, faz sentido em Cabo Verde haver duas universidades públicas. Esta é a questão central. Nós estamos a falar de duas universidades que, juntando-as, nós temos cinco mil e poucos alunos. E, se pensarmos na gestão de recursos, temos custos com estruturas e a questão da qualidade até a qualidade do corpo docente”, afirmou em São Vicente, no início de uma visita no âmbito da preparação do ano letivo 2026/2027.
“Não é bom estar numa universidade pequena. Não é bom, porque terá dificuldades no seu desenvolvimento. O mundo académico exige muita interação. Então, nós, numa lógica de racionalização de recursos, estamos a refletir sobre todos os cenários possíveis”, acrescentou.
