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Cabo Verde: INE recusa acusações de manipulação de dados

O Instituto Nacional de Estatística (INE) de Cabo Verde rejeitou as acusações de ilegalidade, má gestão e manipulação de dados. Neste sentido, o órgão público reiterou a sua independência técnica e a credibilidade das estatísticas oficiais produzidas no país.

Foi através de uma nota de esclarecimento enviada à “Inforpress” que o Conselho Diretivo do INE declarou que a instituição exerce as suas funções ao abrigo da Lei de Bases do Sistema Estatístico Nacional (SEN) e segundo os padrões internacionais de produção estatística, assentes nos princípios da independência técnica, objetividade, fiabilidade e transparência.

Também foi realçado que a independência técnica constitui uma garantia legal ao serviço dos cidadãos, assegurando que as estatísticas oficiais são produzidas exclusivamente com base em critérios científicos, metodológicos e profissionais, livres de influências externas.

Quanto ao IV Inquérito às Despesas e Receitas Familiares (IDRF 2023), o INE garantiu que não houve qualquer ocultação ou manipulação de dados sobre a pobreza. Durante o tratamento da informação recolhida, esclareceu, foi identificada uma subnotificação estatisticamente relevante das despesas alimentares declaradas pelas famílias, o que comprometeria a divulgação de indicadores de pobreza absoluta.

O instituto considerou assim que a publicação desses dados seria tecnicamente irresponsável e contrária aos princípios internacionais da produção estatística, motivo pelo qual foi adotada a metodologia SWIFT, validada e recomendada pelo Banco Mundial e usada em Cabo Verde desde 2017, para corrigir o viés detectado e assegurar a comparabilidade internacional.

A instituição mencionou igualmente que a identificação de limitações nos dados recolhidos demonstra a eficácia dos mecanismos internos de controlo de qualidade estatística e não uma falha institucional.

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