Joana Rosa anunciou, em Alto Safende, na Cidade da Praia, a validação da sua candidatura às Eleições Presidenciais de 15 de novembro de 2026 pelo Tribunal Constitucional. A candidata escolheu aquele bairro suburbano da capital para assinalar a admissão da candidatura, numa iniciativa que pretendeu transmitir uma mensagem de proximidade com as populações, sobretudo com aqueles que vivem afastados dos centros de decisão e enfrentam diariamente dificuldades sociais e económicas.
Ao explicar a escolha do local, Joana Rosa destacou a importância de estar junto das populações e de ouvir diretamente as suas preocupações. “Primeiro é proximidade, estar junto às populações num espaço periférico da cidade e mostrar que eu vou ser uma Presidente da República junto das pessoas, ouvir as pessoas, escutá-las”, afirmou.
A candidata sublinhou, contudo, que a Presidência da República não tem funções governativas, mas considerou que o chefe de Estado possui responsabilidades institucionais que lhe permitem acompanhar os problemas do país, promover o diálogo e contribuir para a construção de consensos. Nesse sentido, defendeu que o Presidente da República pode “mediar” e, através do diálogo, “construir pontes”, mantendo a sua atuação dentro das competências que lhe são atribuídas pela Constituição.
Com a candidatura agora validada, Joana Rosa pretende aproveitar o período que antecede as eleições para percorrer diferentes setores da sociedade e ouvir os cabo-verdianos sobre aquilo que esperam do próximo Presidente da República.
Entre os grupos que pretende auscultar estão jovens à procura de oportunidades, famílias preocupadas com o futuro dos filhos, mulheres, trabalhadores, empresários e idosos. A candidata garante que esse processo de escuta não será dirigido apenas às pessoas que partilham das suas posições, mas também àquelas que pensam de forma diferente.
“Vamos ouvir quem pensa como nós e vamos ouvir com o mesmo respeito quem pensa de forma diferente”, afirmou, acrescentando que quem se candidata à Presidência da República deve estar preparado para representar “todos os cabo-verdianos, o país inteiro”.
A auscultação deverá também abranger a comunidade cabo-verdiana residente no estrangeiro. Joana Rosa defende que a diáspora deve participar neste processo, considerando que “Cabo Verde não termina nas ilhas” e que os cabo-verdianos residentes fora do país também devem ter espaço para apresentar as suas preocupações e expectativas.
Para a candidata, ouvir as populações não significa assumir compromissos ou fazer promessas para todos os problemas apresentados. “E ouvir não significa prometer tudo, significa conhecer melhor aquilo que o país sente e espera”, explicou.
A partir dessa escuta, Joana Rosa diz pretender exercer a Presidência com responsabilidade, equilíbrio e independência, respeitando as competências constitucionalmente atribuídas ao chefe de Estado. Entre as funções que destaca estão a capacidade de ouvir e acompanhar as preocupações da sociedade, promover o diálogo e exercer a influência institucional dentro do quadro constitucional.
A validação da candidatura pelo Tribunal Constitucional foi igualmente assinalada por Joana Rosa como resultado do trabalho desenvolvido durante o processo de recolha das subscrições. Numa mensagem publicada após a decisão, agradeceu a todos os que participaram no processo e, de forma particular, aos cidadãos que subscreveram a sua candidatura.
“Quero deixar uma palavra de profunda gratidão a todos quantos participaram no processo de recolha das subscrições e, de forma muito especial, a todos quantos subscreveram a minha candidatura a Presidente da República de Cabo Verde”, escreveu.
A candidata agradeceu ainda aos que contribuíram para o processo “com dedicação, empenho e sentido de responsabilidade”, considerando que esse esforço culminou na decisão do Tribunal Constitucional de admitir a candidatura “sem que tivesse sido necessário qualquer aperfeiçoamento”.
Na mesma mensagem, Joana Rosa associou a admissão da candidatura ao compromisso, à confiança e ao trabalho daqueles que participaram no processo, reiterando o seu agradecimento a todos os envolvidos.
