O Presidente de Cabo Verde e candidato à reeleição, José Maria Neves, condenou as declarações proferidas por Casimiro de Pina e Gilson Alves durante um debate presidencial transmitido pela Televisão de Cabo Verde (TCV) e pela Rádio de Cabo Verde (RCV), considerando que ultrapassam os limites da convivência democrática.
Numa posição pública, José Maria Neves criticou Casimiro de Pina pelas imputações de natureza criminal e pelas referências a uma punição perpétua do chefe de Estado. Em relação a Gilson Alves, condenou as referências ao fuzilamento do Presidente da República, classificando o conteúdo das intervenções como particularmente grave.
Para José Maria Neves, as declarações não podem ser consideradas meros excessos de linguagem próprios de uma campanha eleitoral. O Presidente defendeu que a liberdade de expressão não deve servir de justificação para a violência política e que a disputa pelo poder nunca pode legitimar ameaças contra adversários políticos.
O chefe de Estado sublinhou ainda que Cabo Verde construiu, ao longo de várias gerações, um património de liberdade, tolerância, estabilidade e respeito pelas instituições, considerando essencial preservar esses valores. Na sua avaliação, quem aspira a ocupar a mais alta magistratura do país deve contribuir para reforçar a democracia, e não colocar em causa os seus princípios fundamentais.
José Maria Neves apelou, por isso, a uma condenação pública, firme e inequívoca das declarações, alertando para os riscos da banalização da violência verbal na vida política. O Presidente concluiu que os adversários devem confrontar-se através das ideias e dos votos, rejeitando as ameaças de morte como forma de expressão política.
