e-Global

Cabo Verde: PAICV celebra vitória histórica nas autárquicas 2024 e anuncia nova era na política cabo-verdiana

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde, PAICV, reuniu no dia 5 de dezembro a sua Comissão Permanente para uma avaliação inicial dos resultados das eleições autárquicas, realizadas no passado dia 1 de dezembro. O partido classificou os resultados como uma vitória extraordinária, que o posiciona como o maior partido autárquico do país, alterando significativamente o panorama político nacional.

Com um total de 15 das 22 Câmaras Municipais conquistadas, incluindo redutos considerados bastiões do Movimento para a Democracia (MpD), o PAICV demonstra um fortalecimento expressivo da sua base de apoio. Para além disso, o partido registou avanços na sua representatividade nas Assembleias Municipais e garantiu participação em órgãos executivos partilhados, reforçando o impacto político da vitória.

A VALORIZAÇÃO DO ELEITORADO E DA DEMOCRACIA

A Comissão Permanente do PAICV destacou a maturidade cívica demonstrada pelos eleitores cabo-verdianos, que participaram de forma ordeira e disciplinada no processo eleitoral. “Os cabo-verdianos mostraram que as escolhas políticas não devem dividir, mas fortalecer a democracia”, afirmou Rui Semedo, presidente do partido.

O órgão dirigente saudou ainda todas as candidaturas de diferentes quadrantes políticos, considerando que a diversidade enriquece o processo democrático e contribui para o crescimento da nação. “Este é um sinal claro de que a democracia cabo-verdiana saiu fortalecida destas eleições”, acrescentou o líder do PAICV.

Os resultados alcançados pelo PAICV foram atribuídos a uma combinação de fatores, incluindo a qualidade das listas apresentadas, a força das mensagens transmitidas durante a campanha e a união interna do partido. A Comissão Permanente enalteceu o trabalho da Comissão Coordenadora das autárquicas, que planeou e executou a estratégia eleitoral em estreita sintonia com as estruturas regionais.

“Este resultado é fruto de um esforço coletivo que começou muito antes do período eleitoral”, sublinhou Rui Semedo, referindo-se à escolha criteriosa dos candidatos e à campanha bem estruturada, que privilegiou o diálogo e a proximidade com o eleitorado.

Além disso, o partido considerou que o descontentamento popular com as práticas do governo atual — marcado por falta de diálogo, intolerância e intransparência na gestão pública — foi determinante para o sucesso do PAICV nas urnas.

COMPROMISSOS PARA UMA NOVA GOVERNAÇÃO

A Comissão Permanente exortou os recém-eleitos a adotarem uma postura de governação pautada por rigor, transparência, inovação e um profundo sentido patriótico. “Este é um momento de renovação dos compromissos com os cabo-verdianos. A vitória não é apenas do PAICV, mas de todos os que acreditam numa sociedade mais justa, inclusiva e solidária”, destacou a liderança do partido.

Para o PAICV, a vitória autárquica deve ser encarada como um ponto de partida para uma mudança maior, que requer trabalho colaborativo e o fortalecimento da confiança entre os eleitores. A Comissão Permanente reafirmou a necessidade de inspirar-se nos ideais de Amílcar Cabral, pai da nacionalidade cabo-verdiana, como guia para a construção de um Cabo Verde melhor.

Embora celebre a vitória, o PAICV entende que os desafios continuam. “O nosso objetivo não é apenas ganhar eleições, mas transformar Cabo Verde em um país com mais oportunidades e menos desigualdades”, afirmou Rui Semedo. Para isso, o partido compromete-se a mobilizar todas as suas forças e a trabalhar com humildade e persistência.

A liderança também aproveitou para reiterar a importância do diálogo e da inclusão, enfatizando que a vitória deve ser uma rampa para reforçar a unidade entre os cabo-verdianos. “Vamos honrar a confiança que nos foi depositada e fazer desta vitória um marco na história do nosso país”, concluiu.

Com um cenário político renovado, o PAICV entra em 2024 com força reforçada e a missão de corresponder às expectativas do eleitorado, consolidando-se como um agente de transformação em Cabo Verde.

Anícia Cabral – Correspondente

Exit mobile version